sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Reflexo de Ti em Minh'alma

Queria eu deixar transbordar do corpo essa saudade,
Os sonhos, essa vontade louca que me faz,
Mesmo perto de ti,
Desejar sempre o teu sabor de quero mais.
Queria eu estar agora escrevendo versos,
Compondo poesias e não falando do pouco que me resta.
Dos desejos, dos sonhos que abrigam a alma.
Perdido,
Alento,
Sem rumo,
Abandonado,
Desconhecido,
Sem inspiração,
Tentando eternizar um gesto apenas.
Confesso sem querer, um outro dia,
As emoções que habita esta paixão voraz explodindo o peito,
As emoções dessa estranha forma de vida que hoje riso,
Percorre num instante,
O traçado dos meus desejos no silêncio da transparência de minh'alma,
Os desejos de ser ainda uma dor,
A felicidade quem sabe,
Apenas a noite caindo por sobre a face do mundo...
O segredo da mais forte poesia,
Queria eu apenas,
Num segundo,
Tê-la só p'ra mim no calor dos meus braços!
Então,
Confesso de desejos e,
Nessa distância de nós dois, não posso!
Mas deixo aqui, para que saibam de ti,
Inconquistáveis,
Indiscutíveis,
Eternas palavras,
Indestrutíveis na longevidade do tempo,
Só uma vez se bem que não quis,
Um pedaço do meu eu,
Que todo seu,
Bem como a face que roreja o pranto,
Como a onda jogada aos beijos da manhã,
Como os lábios que quase sem querer,
Num sonho nobre,
Como nas primeira pálidas miragens,
Que do nada mais a dizer,
Deixo como saber a todos que te amo,
E minh'alma sempre a ti se prende.
E agora,
Sem nada a ressaltar,
Nem mesmo explicar coisa alguma,
Deixo essas mal traçadas linhas para que jamais o tempo se esqueça de nós.
Deixo à ti para que não te esqueças de mim,
E para que o tempo jamais faça com que eu me esqueça de ti,
Esse saber, ainda que em tom quase sumindo,
Todo o meu amor,
Toda a minha vida como reflexo de ti em minh'alma.

Mário A. da Silva

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