terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Faz-de-conta

Faz-de-conta  que
Ante ao mundo,
Nada mais sou que um tolo,
Pensando ser poeta.

Nada sou,
Apenas essa farsa respirando,
Ocupando um ponto no universo alento.

Nada mais sou que um pedaço do mundo,
Banido,
Sofrido...

Nada mais que,
Ainda sou,
A farsa dos olhos que correm essas mal traçadas,
Fugindo do momento que agora deixo ao leitor.

E,
Não sou quem segurou esse grafite,
Em meio a uma dose e outra.
Saudade penetrante do tempo alado
Que jamais há de voltar,
Para apenas sustentar meu ego.

Faz-de-conta que o momento não é agora
E não se faz o adeus, morada.

Faz-de-conta que ante ao mundo,
Ainda farsa,
Não sou...
E lá se foi aquele que se faz do
Momento de ir e vir,
Uma busca do amor sincero.

Faz-de-conta!...

Mário A. da Silva

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Súplica

Enquanto a vida estiver no mundo,
Um dia contarei uma história.
Talvez a minha,
Talvez a sua.
Agora,
Sem intenção alguma,
Sem aflição,
Sem nada a ressaltar,
Nem mesmo explicar coisa alguma,
Se quiseres saber por que me arrebato nas asas do pensamento,
Vem comigo.
Fujamos dessa impureza que lhe contarei,
Com lábios de rosa,
Sem ver um beijo fervido de amor,
Sem nem sonhar tal prazer,
Que a poesia é um fado.

Vem,
Naveguemos em sonhos além das dobras do coração.
Fujamos para o deserto,
Vivamos ali sozinhos olhando, descuidados à terra serena e calma.
Fujamos para tais lugares onde só a tristeza mente,
Onde só a alegria sente o saber sorrir.
E aos cuidados do oceano que d'imenso as vistas cansam,
Dormiremos na tua vez no seio da escuridão sentida.

Vem e tu verás a luz que brinca nas folhas de cor sombria.
Vem e tu verás o fagueiro luar como o sol pintor mimoso.
Vem que tu verás como é doce o romper d'aurora.
Vem comigo doce amada e tu verás o que enxergo nos olhos meu.
Vem!

Mário A. da Silva

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Incessantemente

Ao abrir a janela de minha vida,
Procurando-te na imensidão do tempo,
Percebi que não há mais nada a caminhar,
Tão pouco ressaltar essa procura inútil e triste.

Ao abrir a janela de minha vida,
Na imensa vertente da realidade de estar sentado
A pensar em você,
Percebi que não te esquecer,
É a mais perfeita tradução do meu amor!

Vejo o tempo agora,
Entranhado na imensa vertente da realidade de estar sentado,
Ainda tentando sentir o teu sabor de quero mais,
Como a certeza que me leva essa paixão voraz!

Ao abrir essa janela de tempo nessa virada de vida,
Ao fechar esse portal do passado,
Que entranhado no âmago de minh'alma,
Naufraguei nessas águas do passado,
De imensa saudade que se acumulam no coração,
Inundando minh'alma,
Percebi que me tornei refém desse amor sincero.

Nessa virada de tempo ao fechar sua janela,
Percebi no âmago de minh’alma a certeza de minha vida.
E, nessas águas passadas de saudade que se acumulam no coração,
Inundam minh’alma transbordando meus olhos numa imensa tristeza,
Por lembranças de um grande amor que morreu na realidade de meus lábios.

Nessa virada de vida,
Longe de ti o meu coração se esvai, e aos poucos, se perde.
E dentro de tua saudade é preciso que venhas,
Mesmo depois de tantas vidas deixadas,
Para que possas enxergar nos olhos meu, que enche de luz,
Ver que meu coração só a ti é uma canção,
E que minh’alma só a ti se prende!

Ao abrir a janela de minha vida,
Procurando-te na imensidão do tempo,
Percebi que não há mais nada a caminhar,
Tão pouco ressaltar essa procura inútil e triste,
Faz-me dizer-te a imensa falta me faz...
No deserto do meu eu,
Já sem alma, nessa noite sem lua,
Nessa terra sem fim,
Por maior que seja meu amor,
Por mais força que exista em minh’alma,
O meu desespero seja tão largo assim,
Nenhuma ausência é mais profunda e sentida que a tua.

Nessa virada de tempo, sem vida, à toa,
Sinto agora uma saudade sem medida,
Um imenso vazio na alma que não se pode preencher,
A expressão de uma imensa paixão,
Que nesse momento a eternizá-la,
Faz-me novamente procurar,
Nessa janela de vida, a tua presença,
Pessoa ilustre que se foi.

E aqui,
Desfavorável no tempo,
Agora sem janelas,
Vive essa dor que se aquieta,
Se transformando em silêncio quem espera pelos braços da vida de um dia reencontrá-la.

Mário A. da Silva

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Acorde Para Vencer...

A mensagem positiva logo de manhã é um estímulo que pode mudar o seu humor,
fortalecendo sua autoconfiança.
Com este pensamento positivo, você reunirá forças para vencer os obstáculos.
Não deixe, portanto que nada afete seu espírito.
Envolva-se pela música, ouça, cante e comece a sorrir mais cedo.
Ao invés de reclamar quando o relógio despertar agradeça a Deus pela oportunidade de acordar mais um dia.

O bom humor é contagiante espalhe-o, fale de coisas boas, de saúde, de sonhos, de amor.
Não se lamente!
Ajude as outras pessoas a perceberem o que há de bom dentro de si.

Não vivas emoções mornas ou vazias.
Cultive seu interior.
Extraia o máximo de pequenas coisas.
Seja transparente e deixe que as pessoas saibam que você as estima e precisa delas.
Repense os valores e dê a chance de crescer e ser mais feliz.

Tudo que merece ser feito, merece ser bem feito.
Torne suas obrigações atraentes, tenha garra e determinação.
Mude, opine, ame o que faz.
Não trabalhe só por dinheiro e sim pela satisfação da missão cumprida.
Lembre-se de que nem todos têm a mesma oportunidade.

Pense no melhor, trabalhe pelo melhor e espere o melhor.
Transforme seus movimentos em oportunidades.
Veja o lado positivo das coisas e assim tornará seu otimismo uma realidade.

Não inveje. Admire!
Sinta entusiasmo com o sucesso alheio, como seria com o seu próprio.
Idealize um modelo de competência e faça sua auto-avaliação para saber o que lhe está faltando para chegar lá.
Ocupe seu tempo crescendo, desenvolvendo suas habilidades e seu talento.
Só assim não terá tempo de criticar os outros.

Não acumule fracassos e sim experiências.
Tire proveito dos seus problemas e não se deixe abater por eles.

Tenha fé e energia, acredite!
Você pode tudo que quiser.

Perdoe!
Seja grande para os aborrecimentos, pobre para a raiva, forte para vencer o medo e FELIZ para permitir momentos felizes.
Não viva só para o trabalho.
Tenha outras atividades paralelas como esportes, leituras, cultivar amigos.
O trabalho é uma das contribuições que damos à vida, mas não se deve jogar nele todas as nossas expectativas de realizações.

Finalmente, ria das coisas à sua volta, de seus problemas, de seus erros, ria da vida.
E, ame. Antes de tudo, a você mesmo!

SORRIA!
POIS COMEÇAMOS A SER FELIZES QUANDO SOMOS CAPAZES DE RIR DA GENTE MESMO!

TENHA UM BOM DIA!

Desconheço o Autor

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Sabe!

Sabe!
Um dia de qualquer vez,
Como uma cadente caindo do céu,
Como um lugar quente de paixão,
De dor...
Como um cantar assim à toa,
Verei a vida por entre o mundo,
Perder num segundo,
A razão.
Verei a vida pular por entre o lago d'água,
Inundar a alma como um aperto frio de mão.
E um sorriso mal acabado no rosto,
Poder amar sem pensar,
Sem penar e,
Deitado talvez,
Se bem que não quis,
Como uma cantiga de amor no fim do além mar,
Um dia de qualquer vez,
Como uma cadente caindo do céu,
Contarei a minha história ou a sua,
E deitado se bem que não quis,
Verei o luar cobrir num segundo a razão e,
Todo ele,
Presentear toda essa imaginação.
Quem sabe um dia!
Mário A. da Silva

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Reflexo de Ti em Minh'alma

Queria eu deixar transbordar do corpo essa saudade,
Os sonhos, essa vontade louca que me faz,
Mesmo perto de ti,
Desejar sempre o teu sabor de quero mais.
Queria eu estar agora escrevendo versos,
Compondo poesias e não falando do pouco que me resta.
Dos desejos, dos sonhos que abrigam a alma.
Perdido,
Alento,
Sem rumo,
Abandonado,
Desconhecido,
Sem inspiração,
Tentando eternizar um gesto apenas.
Confesso sem querer, um outro dia,
As emoções que habita esta paixão voraz explodindo o peito,
As emoções dessa estranha forma de vida que hoje riso,
Percorre num instante,
O traçado dos meus desejos no silêncio da transparência de minh'alma,
Os desejos de ser ainda uma dor,
A felicidade quem sabe,
Apenas a noite caindo por sobre a face do mundo...
O segredo da mais forte poesia,
Queria eu apenas,
Num segundo,
Tê-la só p'ra mim no calor dos meus braços!
Então,
Confesso de desejos e,
Nessa distância de nós dois, não posso!
Mas deixo aqui, para que saibam de ti,
Inconquistáveis,
Indiscutíveis,
Eternas palavras,
Indestrutíveis na longevidade do tempo,
Só uma vez se bem que não quis,
Um pedaço do meu eu,
Que todo seu,
Bem como a face que roreja o pranto,
Como a onda jogada aos beijos da manhã,
Como os lábios que quase sem querer,
Num sonho nobre,
Como nas primeira pálidas miragens,
Que do nada mais a dizer,
Deixo como saber a todos que te amo,
E minh'alma sempre a ti se prende.
E agora,
Sem nada a ressaltar,
Nem mesmo explicar coisa alguma,
Deixo essas mal traçadas linhas para que jamais o tempo se esqueça de nós.
Deixo à ti para que não te esqueças de mim,
E para que o tempo jamais faça com que eu me esqueça de ti,
Esse saber, ainda que em tom quase sumindo,
Todo o meu amor,
Toda a minha vida como reflexo de ti em minh'alma.

Mário A. da Silva